quarta-feira, 5 de abril de 2017

FUNDAÇÃO DO DETI - 1961


No princípio era o DETI e o DETI continha vozes que deram início ao movimento estudantil organizado no Instituto Federal da Paraíba. Vozes impregnadas pelos ideais de Che Guevara, pelo sonho de Martin Luther King e das mulheres que comemoravam a conquista de estudar na Escola Industrial Coriolano de Medeiros. Vozes dissimuladas que pairavam no ar, ora reverberadas pelos corredores, ora ecoadas pelas salas de aula, pelos laboratórios e até no pátio da instituição com gostinho de mobilização para combater ideias conservadoras.
Calma, este não é o que parece à primeira vista: uma sinopse de um filme retratando a organização do movimento estudantil. Trata-se da estratificação de uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Documentação e Pesquisa da Educação Profissional (NDPEP) capitaneada pelo professor, historiador e pesquisador Luciano Candeia em comemoração ao dia em que jovens estudantes da década de 1960 decidiram unir-se por um só ideal: cultivar o sonho da liberdade plantando uma semente denominada de Diretório Estudantil Técnico Industrial (DETI) que germinou originando a entidade apelidada de Gretec (Grêmio Estudantil).
Portanto, neste dia 05 de abril, os atuais estudantes e os egressos do Instituto Federal da Paraíba têm muito o que comemorar, pois é a data de fundação da nossa primeira organização estudantil. É o que revela preciosa pesquisa disponível ao grande público no Núcleo de Documentação e Pesquisa da Educação Profissional (NDPEP), localizado no Edifício Coriolano de Medeiros, prédio sede da Reitoria do IFPB.
Sabe-se que as informações sobre o Movimento Estudantil no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) são ainda escassas. Apesar de ser uma instituição centenária, somente nos últimos anos uma política consistente de preservação da memória institucional foi efetivamente levada a cabo pela atual gestão do reitor Nicácio Lopes, com a organização do Núcleo de Documentação e Pesquisa da Educação Profissional. A documentação disponível sobre o assunto, “guardada” durante décadas pelos estudantes, hoje encontra-se devidamente organizada e sob a guarda do NDPEP.
Para guiá-lo na leitura minuciosa do conteúdo denso dessa pesquisa, Luciano Candeia sugere o seguinte roteiro:
O Diretório Estudantil Técnico Industrial (DETI) foi fundado em 1961, na Gestão do Diretor Executivo José Jurema de Carvalho. Seus primeiros presidentes, até 1966:1 – José Victor Soares, 01/05/1961 a 01/05/1962; 2 - Vicente de Paula Costa, 01/05/1962 a 23/09/1965; 3 – João Pereira do Rêgo, 23/09/1963 a 30/09/1964; 4 - José Antônio de Macêdo, 30/09/1964 a 10/11/1964; 5 – Antônio Colaço de Medeiros, 10/11/1964 a 14/04/1965; 6 –Mário de Almeida Tourinho, 14/04/1965 a 30/10/1965; 7 – Flamarion Rodrigues da Silva, 30/10/1965 a 20/08/1966 e 8 – Heronides Paiva de Vasconcelos, 30/08/1966 a 05/11/1966. Em 1961, o nome da Instituição era Escola Industrial Coriolano de Medeiros.
Em 1963, o Movimento Estudantil parecia bem ativo na Instituição, Escola Industrial Coriolano de Medeiros. Os estudantes tomaram parte das atividades políticas que resultaram na saída do então Diretor José Jurema de Carvalho e intervenção administrativa na Escola. Fizeram inclusive uma greve, possivelmente a primeira (talvez a única) greve dos alunos na Instituição. O objetivo era a renúncia do diretor. Participaram das atividades líderes estudantis, dentre eles Livino Lopes do Nascimento (Coordenador Geral dos Secretários executivos da UNETI – União Nacional dos Estudantes Técnicos Industriais – no Nordeste, sediada em Recife), Vicente de Paula Costa (Presidente do Diretório Estudantil e Técnico Industrial) e Osni Paes de Carvalho Rocha (Coordenador da UNETI no estado da Paraíba), todos estudantes do 3º ano do Curso Técnico de Máquinas e Motores. Os estudantes garantiram ao Comandante do Grupamento de Engenharia “que nenhuma depredação seria feita contra a instituição que é também deles”.
Em 1967, o DETI muda para Grêmio Técnico Estudantil - GRETE. Sua primeira Diretoria era formada por: Presidente: José Donato de Sousa (até 30 de dezembro); Vice-Diretor em exercício: Edson de Carvalho Costa – em mar. 67; Tesoureiro: Antonio Pereira dos Santos; Diretor Cultural: Novaldo Eugênio Rodrigues; Diretor de Esportes: José Eduardo de Santana; Adjunto de Esportes: Ronaldo de Castro; Secretário: Givaldo Maia de Moura.
Depois do Golpe Militar de 1964: “Com a edição do AI-5 – Ato Institucional n.º 5 em 13 de dezembro de 1968, o Congresso Nacional é fechado, e há um aumento da repressão e da censura. Com a configuração deste quadro os estudantes se mobilizam e partem para a luta armada. Assim como a UNE, a UBES, os Grêmios Estudantis foram fechados e as escolas passam a contar com o CCE - Centro Cívico Escolar, que apenas burocraticamente representava os estudantes dentro e fora da unidade escolar.” (GONÇALVES, T.; ROMAGNOLI L. H. A volta da UNE – de Ibiúna à Salvador. São Paulo: Alfa-Ômega, 1976).
Em 1971, foram fundados os Centros Cívicos. "Órgão criado a partir do decreto (68.065/71 de 14 de janeiro) que estimulava a criação de instituições que promovessem atividades extraclasses, com o intuito de desenvolver uma nova perspectiva de nação, locais nos quais o jovem pudesse entender e adquirir os novos hábitos jurídicos, disciplinares, comunitários, manualistas, artísticos, assistenciais e de recreações. Dando a visão de que a escola deveria representar uma sociedade em miniatura, em todas as suas características.”
Em 1972, foi marcado como o ano da transição de Grêmio Estudantil para Centro Cívico. Em 1976, o Presidente do Centro Cívico Coriolano de Medeiros era Hostílio Ramalho Nitão Filho (hoje empresário na cidade). Na sua Diretoria ainda tinha: (Vice, Rosangela Pimenta Barbosa; 1º. Secretário, Adriano Pessoa Neto e 2º. Secretário, Domênica de Medeiros Magliano).
Em 2009, o autor da pesquisa, professor Luciano Candeia, conseguiu um depoimento de Hostílio: “Com a extinção dos grêmios estudantis pela Ditadura, ainda no final dos anos sessenta, veio a criação dos Centros Cívicos. Estes iriam substituir os grêmios, sempre com o controle do governo, pois em sua composição havia dois professores que dariam o “apoio à entidade”. Mas, com Professora Concita e a professora Hilka no controle deixando parecer que nós dominávamos a situação, mas no fundo elas davam o rumo da entidade. Montamos a chapa, com o slogan “leve amor ao centro cívico”. Na verdade, estávamos tentando namorar umas irmãs, eu e o Adriano, e acabamos eleitos com a ajuda delas. Disputamos contra a chapa do hoje quadrinista Emir [Lima] Ribeiro. (Depoimento de Hostílio, escrito e datado de 2009).
Em 1985, aconteceu a abertura política: Lei dos Grêmios. “A Lei Nº 7.398, de novembro de 1985 - Dispõe sobre a organização de entidades estudantis de 1º e 2º graus e assegura aos estudantes o direito de se organizar em Grêmios”.
Já no ano de 1986, o GRETEC foi fundado depois que alguns alunos participaram do XXV Congresso da UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas em Juiz de Fora, MG. Em 1987, primeira Diretoria do GRETEC. Para acessar cópia do documento oficial de nomeação da primeira diretoria do Grêmio 10 de Outubro.
Vale a pena conferir essa pesquisa e dentre outros documentos singulares da memória institucional do IFPB, visitando as novas instalações do Núcleo de Documentação e Pesquisa da Educação Profissional (NDPEP). São duas salas repletas de vídeos, uniformes, bandeiras, troféus, equipamentos, documentos e peças que testemunham sobre o IFPB desde os tempos de Escola de Aprendizes e Artífices da Paraíba.
Também podem ser apreciados no local objetos e painéis que guiam o visitante em uma incursão pela gloriosa história do Instituto Federal da Paraíba. O NDPEP está desafiado pelos novos tempos. O professor Luciano Candeia e equipe estão dando início a restauração de fotos e imagens em parceria com a Diretoria de Educação a Distância e Projetos Especiais (Deadpe). Portanto, não hesite em visitar o Núcleo de Documentação e Pesquisa da Educação Profissional.
Filipe Donner - diretor geral de Comunicação e Marketing 

http://www.ifpb.edu.br/noticias/2017/04/pesquisa-destaca-fundacao-da-nossa-primeira-organizacao-estudantil


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Núcleo de Documentação recebe a visita de estudantes da UFRN




O Núcleo de Documentação e Pesquisa da Educação Profissional (NDPEP) recebeu na manhã desta sexta-feira (10) a visita de um grupo de estudantes e servidores da UFRN. O objetivo foi conhecer o trabalho de preservação e guarda do acervo institucional do IFPB.
O grupo foi recebido pelos integrantes do NDPEP, Luciano Candeia, Mardônio Lacet e Gerlani Florêncio e teve a oportunidade de conhecer e fotografar as peças e os documentos utilizados nos cursos ao longo da história do IFPB. “O objetivo do núcleo é preservar os vestígios da educação profissional e produzir conhecimento sobre a história, sobre a cultura escolar. Temos a preocupação em pesquisar e produzir conhecimento também”, disse o professor Luciano Candeia.
Mardônio explicou como é o processo de organização do acervo, desde as etapas iniciais do procedimento até a finalização e disponibilização para o público. Em breve serão trabalhadas as plantas arquitetônicas antigas da instituição e há ainda uma ideia de se articular para que sejam efetivadas parcerias com o objetivo de restauração das fotografias da década de 1960.
A UFRN tem um trabalho voltado para a conservação e restauração de documentos do acervo no suporte de papel, através de um laboratório no departamento de história. “Além de trabalharmos com o acervo da universidade, temos também o arquivo público e jornais do Diários Associados”, disse a técnica Evanúsia Gomes de Oliveira.
Para a professora Maria da Conceição Guilherme Coelho, coordenadora do Laboratório de Restauração e Conservação de Documentos, a visita irá enriquecer bastante na formação dos estudantes, pois a experiência vivenciada na UFRN por eles tem relação com a preservação no suporte do papel, já no IFPB, há outros tipos de acervo sendo conservados. “Ficamos maravilhados com o acervo da parte cultural da escola, fotografias e instrumentos de ensino, é muito importante vê que uma instituição se preocupa com isso”, afirmou a professora.

Já a estudante Danyella Mayara da Costa Nascimento, bolsista do laboratório e estudante de história também ficou entusiasmada com o trabalho realizado pelo IFPB. “Mesmo com as dificuldades enfrentadas, o núcleo consegue realizar um trabalho muito bom de preservação e isso é importante porque faz com que o passado seja conhecido no presente e no futuro”, afirmou.
*Patrícia Nogueira – jornalista do IFPB
Disponível em:
http://www.ifpb.edu.br/reitoria/noticias/2016/06/nucleo-de-documentacao-recebe-a-visita-de-estudantes-da-ufrn

segunda-feira, 18 de abril de 2016

NDPEP contará com instrumento de divulgação




“Esta é uma pequena ação diante do relevante papel do NDPEP como preservador e enaltecedor da memória e da história da Educação Profissional e Tecnológica do país e do nosso Instituto”. As palavras do reitor Nicácio Lopes sintetizaram o momento de entrega oficial do primeiro folder de divulgação das atividades do Núcleo de Documentação e Pesquisa da Educação Profissional, nesta segunda-feira (18). 
Ao todo, foram impressos 4 mil folders, que além de expor os objetivos e as propostas do Núcleo, apresentam os materiais que compõem seu acervo e destacam a importância da participação de toda comunidade através da doação de materiais para formar histórias que fazem parte da memória institucional.
 “Este folder foi organizado de forma atemporal e retrata bem o trabalho da nossa equipe. Também faz um convite às pessoas a nos ajudarem no trabalho de conservação da memória da instituição que é uma das mais antigas da Paraíba, com seus 106 anos”, frisou o professor Luciano Candeia, do NDPEP.
As doações abrangem fotografias, livros, revistas, jornais e recortes, clipes, informativos, relatórios, mobiliários e equipamentos de cursos, além de documentos representativos da gestão institucional. Os materiais relativos aos campi serão organizados, acondicionados e preservados, mantendo a identificação de sua origem e os períodos institucionais vigentes. Já os referentes aos alunos, ex-alunos, servidores e instituidores serão selecionados por períodos institucionais, eventos e fatos relacionados e organizados, preservando tais distinções. Já os conjuntos documentais que caracterizem coleção representativa de pessoas (como gestores, cursos, eventos e fatos) serão organizados preservando sua fonte produtora.
Na avaliação do professor, o material foi formatado seguindo um alto padrão de qualidade. "O folder está muito bem feito e bonito. A equipe está bastante satisfeita com a sua apresentação gráfica", destacou Luciano, agradecendo à equipe da Direção Geral de Comunicação e Marketing, responsável pela diagramação do folder.
De acordo com Luciano Candeia, outra ação programada é a publicação da primeira pesquisa realizada pelo Núcleo. “Estamos finalizando uma pesquisa que retrata o momento de intervenção da Escola de Aprendizes Artífices da Paraíba, abordando um período histórico pouco estudado e bastante relevante”,  destacou.
Conheça o Núcleo
Criado através da Portaria Nº01/2010, o Núcleo de Documentação e Pesquisa da Educação Profissional (NDPEP) tem o objetivo de realizar o resgate documental e a preservação da memória do Instituto Federal da Paraíba, assim como a produção de conhecimento crítico sobre a história da Educação Profissional e Tecnológica (EPT).
Atualmente, o Núcleo atende apenas a comunidade interna do IFPB, a maioria participante de programas de pós-graduação. Porém, a ideia é, futuramente, abrir o espaço para pesquisadores externos ao Instituto.
Além do professor Luciano, a equipe do NDPEP é composta pelos servidores Mardônio Lacet, Antônio Luna e Gerlani Florencio. 
O Núcleo está localizado no Edifício Coriolano de Medeiros (sede da Reitoria). Contatos podem ser feitos através do e-mail nucleodoc.ifpb@gmail.com ou do blog nucleodocifpb.blogspot.com.br.
Verônica Rufino - Coordenadora de Cerimonial
http://www.ifpb.edu.br/reitoria/noticias/2016/04/ndpep-contara-com-mais-um-instrumento-de-divulgacao

Nossa homenagem ao Professor Deca.

Jornal O NORTE, 16 de Outubro de 1986.



sexta-feira, 15 de abril de 2016

PESQUISADORES NO NÚCLEO DE DOCUMENTAÇÃO

RECEBENDO VISITAS AGRADÁVEIS
Amanda, Natália e Tomaz são estudantes do Curso Design de Interiores. Em pauta: nossa história, mais de 100 de educação profissional.






quarta-feira, 2 de março de 2016

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

EX-DIRETOR DO GRÊMIO VISITA O NÚCLEO

O NDPEP foi visitado hoje pelo ex-diretor do Grêmio Estudantil Nivaldo Barbosa. Nivaldo “gravou” (para o NDPEP) um depoimento sobre sua experiência como aluno e militante do Movimento Estudantil na Escola Técnica e CEFET da Paraíba.


Wéverton (atual diretor do Grêmio), Mardônio (pesquisador do NDPEP) e Nivaldo Barbosa (ex-diretor do Grêmio)

sábado, 21 de novembro de 2015

IMAGENS – 10 outubro de 1972.


Acervo do Núcleo de Documentação e Pesquisa da Educação Profissional (Reitoria – IFPB).
Apresentação e recepção  de Grupo Folclórico da Escola Técnica Federal de Pernambuco.
Local: Ginásio da Escola (hoje Campus de Jaguaribe).
Promoção: Grêmio Estudantil (Presidente Jairo de Oliveira Souza).
Detalhe: na imagem, garrafas do refrigerante Fratelli Vita.









quinta-feira, 24 de setembro de 2015






Aqui uma imagem da SEMADEC, um evento de esportes e cultura que acontecia na Escola Técnica Federal da Paraíba.




MEMÓRIA - O Presidente Lula inaugura o Campus do IFPB em Campina Grande. Ao seu lado, o Diretor do Campus Cícero Nicácio (hoje Reitor do IFPB).




quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Na foto o registro de um Debate promovido pela Área de Ciências Humanas da então Escola Técnica Federal da Paraíba, hoje IFPB, sobre “República ou Monarquia – Presidencialismo ou Parlamentarismo”

Fonte: http://romulogondim.com.br/na-entao-escola-tecnica-federal-da-paraiba/

terça-feira, 21 de julho de 2015

VISITAS...

Itapuan Bôtto Targino, Almiro de Sá Ferreira e João Jordão visitam o NDPEP.
(em 16 de julho de 2015.)

“Estou emocionado ao entrar neste recinto e encontrar este acervo histórico do Instituto Federal da Paraíba.”
“Vocês estão fazendo aqui algo extraordinário. Algo imagético que não consegui empreender na minha gestão. A implantação de um setor com tamanha responsabilidade de reunir peças e documentos desde os tempos mais remotos da história desta Casa de Ensino. Isto é algo incomensurável.”
“Prometo doar o meu acervo cultural para este Núcleo de Documentação do IFPB, principalmente no que diz respeito à memória da Instituição.” (Itapuan Bôtto Targino)

(Trechos da matéria publicada em: http://www.ifpb.edu.br/reitoria/noticias/2015/07/itapuan-botto-abencoa-ifpb-com-acervo-documental - texto e fotografia de Filipe Donner – Diretor de Comunicação Social do IFPB.)

quarta-feira, 10 de junho de 2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015


 Av. Epitácio Pessoa, desfile de 7 de setembro, provavelmente 1977. Presença da Escola Técnica Federal da Paraíba. Na imagem, Mônica Montenegro.








sexta-feira, 27 de março de 2015

Mais uma imagem do Acervo do NDPEP, julho de 1993. 
II ENCONTRO DESPORTIVO DAS ESCOLAS TÉCNICAS FEDERAIS.





quinta-feira, 26 de março de 2015


Trabalho no NÚCLEO DE DOCUMENTAÇÃO e PESQUISA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL (NDPEP - IFPB). Esforço pela pesquisa e produção de conhecimento sobre educação profissional na Paraíba. Nas imagens, Mardônio Lacet e Luciano Candeia.






domingo, 4 de janeiro de 2015

Há 105 anos...

Era inaugurada na então cidade de Parahyba do Norte uma Escola para “os filhos dos desfavorecidos da fortuna”. Nome: Escola de Aprendizes Artífices. Objetivo: oferecer ensino profissional primário e gratuito. Criada pelo Decreto nº 7.566 de 23 de setembro de 1909, sua inauguração aconteceu em 05 de janeiro de 1910 e o início das aulas em 15 de fevereiro.

A notícia pode ser acompanhada no texto escrito por João Rodrigues Coriolano de Medeiros (Resenha histórica da Escola de Aprendizes Artífices do Estado da Parahyba do Norte (5 de janeiro de 1910 – 30 de junho de 1922):

“No que concerne à Escola de Aprendizes Artifices da Parahyba, foi seu primeiro director nomeado em 14 de Novembro de 1909; em 14 de Dezembro se proveram os cargos de escripturario e porteiro-continuo, inaugurando-se o estabelecimento em 5 de Janeiro de 1910, em prédio, onde ainda se acha, à praça Pedro Américo, cedido pelo então governo do Estado, dr. João Lopes Machado...”.

Os dois primeiros professores da Escola foram Áurea Pires (Curso Primário) e Genesio de Andrade (de Desenho), ambos nomeados em 07/01/1910.

Curiosamente, o IFPB (Instituição herdeira da história de educação profissional iniciada em 1910), não comemora o 05 de janeiro. A data lembrada é o 23 de setembro...

Abaixo uma fotografia dos primeiros mestres e alunos da Escola. No centro, Áurea Pires.